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Crítica | Maligno

Maligno marca o retorno triunfal de James Wan na direção cinematográfica

No mercado cinematográfico, dentre as infinidades de profissões e profissionais, existem aquelas referências que executam suas competências com inegável maestria. É o caso do malaio James Wan, um diretor, roteirista e produtor de cinema de gênero, que conquistou Hollywood e o mundo.

Em seu currículo, Wan realizou obras importantes como Jogos Mortais, Gritos Mortais, Sentença de Morte, Sobrenatural, Sobrenatural 2, Invocação do Mal, Invocação do Mal 2, saiu da sua zona de conforto em Velozes e Furiosos 7 e Aquaman. Algumas agraciadas pela crítica e público, outras criticadas também. mas que numa segunda chance soube agarrar a oportunidade, dando origem a uma das sagas mais longas e mais lucrativas. Hoje ele é uma das mentes importantes da divisão de Terror / Horror da New Line Cinema, braço da poderosa WarnerMedia. E através desta produtora, que mais uma vez ele lança sua mais nova realização, Maligno, que estreia nesta quinta-feira, dia 09 de setembro, nos cinemas. Aqui, o cineasta volta às suas raízes.

No filme, Madison está paralisada por visões chocantes de assassinatos horríveis, no momento em que eles acontecem. Seu tormento piora quando ela descobre que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel, que tem fortes ligações com ela.

Primeiramente é importante informar que o novo thriller de terror original apresenta uma narrativa que vai sendo elucidada com o avançar da projeção. O que torna importante a atenção total do espectador para que o mesmo não perca nenhum detalhe, pois aqui o inferno mora nesses mesmos detalhes.

Maligno
📷 Warner Bros. Pictures

Wan escreveu o argumento ao lado da sua esposa Ingrid Bisus (Invocação do Mal 3: A Origem do Demônio) e Akela Cooper (Chambers), para o roteiro de Cooper. A equipe criativa se junta para homenagear um dos subgêneros favoritos de horror do diretor malaio, o giallo italiano que teve sua origem na literatura (no final dos anos 1920) e auge no audiovisual do fim dos anos 1960 ao início dos 1990, em produções realizadas por importantes cineastas como Mario Bava (Olhos Diabólicos), Lucio Fulci (Uma Lagartixa num Corpo de Mulher) e Dario Argento (Dois Olhos Satânicos), são poucos exemplos.

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Mas o ponto alto do longa-metragem está na sua parte técnica. A fotografia apresenta algo nunca visto antes, o que contribui para a atmosfera arrepiante. A paleta de cores contribui para a ambientação do filme. No quesito filmagem, o manuseio dos equipamentos impressionam, contribuindo para que os olhos do espectador não saia de dentro da tela grande.

Dentre o elenco, as atenções são voltadas para o quarteto Annabelle Wallis (Annabelle), Maddie Hasson (The Finder), George Young (A Receita Final) e Michole Briana White (O Ritual). Toda a trama gira em torno deles, o resto são mero coadjuvantes ou elenco de apoio, que servem como bodes expiatórios para sofrerem as atrocidades de Gabriel. Dentre estes coadjuvantes, Ingrid Bisus (Invocação do Mal 3: A Origem do Demônio) faz o papel de alívio cômico, com situações que leva o público as gargalhadas, apesar dos momentos tensos.

Maligno apresenta um plot twist que a muito tempo o cinema não mostrava. O clímax mexe com os nervos do público. Com certeza não haverá uma pessoa que não vai ficar impressionado com tamanha reviravolta. Um verdadeiro espetáculo na tela grande. No final, lembra-se que o cineasta é bom no que faz e já tirou onda com os subgêneros gore, torture porn, jump scare e com o novo filme tenta algo novo (ainda não descoberto). A boa dica é: esqueça tudo o que você já leu sobre Maligno e vá ao cinema apreciar mais uma obra de um campeão do cinema. Definitivamente, James Wan é um camaleão da cinematografia.

Nota: 3.5 / 5

Assista ao trailer:

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Produtor Cultural, com ênfase na sétima arte. Editor e Conselheiro Editorial deste Cinerama. Vive atento a tudo o que acontece em Hollywood, para trazer aos leitores em tempo real.
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