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Crítica | WandaVision

Produção norte-americana desenvolvida por Jac Schaeffer para o Disney+, “WandaVision” é o primeiro retrato da Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel, após os eventos de ‘Avengers: Endgame’. Inovadora, a minissérie de nove episódios explora um formato singular e apresenta uma narrativa radical sobre o luto e realidades alternativas.

Primeira produção da Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel, “WandaVision” faz parte de um planejamento do estúdio para a construção do futuro de alguns personagens. Integrando uma seleção de novas séries (que incluem “O Falcão e o Soldado Invernal“, “Loki“, “Gavião Arqueiro“, e outras), o arco da Feiticeira Escarlate com o seu falecido interesse amoroso, o Visão, abre portas para uma narrativa inesgotável que será explorada nos próximos filmes da Marvel Studios, como “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura“, em 2022.

Em “WandaVision“, três semanas após os eventos de Avengers: Endgame (2019), Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida suburbana relativamente normal na cidade de Westview, no estado de New Jersey. Esforçando-se para esconder os seus poderes, o casal começa a suspeitar que a perfeição de suas vidas não pode estar tão certa assim. Na verdade, eles se encontram presos dentro de uma gigantesca sitcom criada pela própria Wanda e, conforme o tempo passa, essa realidade alternativa começa a apresentar diversos problemas e ameaçar a segurança dos cidadãos da cidade fictícia.

WandaVision
WandaVision/Disney+

Produzida exclusivamente para o streaming do Disney+, “WandaVision” mergulha fundo na dimensão dos poderes da Feiticeira Escarlate. Ao contrário de “Vingadores: Era de Ultron“, sua primeira aparição nos cinemas, que reduziu a personagem à manipulação mental e outros poderes ‘vermelhos’ genéricos, aqui ela foi completamente redefinida e aprofundada. Desde o luto pela morte do Visão [pelas mãos do Titã Louco, o Thanos] até as suas motivações para a manipulação da realidade, Wanda Maximoff entra em um desenvolvimento crescente que culmina em uma explosão de dor e poder que aprisiona toda uma cidade dentro de uma realidade televisiva dos anos 50, 60 e 70.

Neste cenário, assombrada pelos seus sentimentos, a Feiticeira “recria” o Visão e embarca em uma jornada pessoal de negação, abandonando a vida real e fugindo para uma sitcom de TV, onde tudo é perfeito e exatamente como ela deseja. No entanto, enquanto isso, os verdadeiros cidadãos de Westview são mentalmente manipulados pelos seus poderes e forçados a desempenhar papéis que contribuem para a manutenção e para o desenvolvimento da história roteirizada por Wanda, na qual ela e o Visão ainda são um casal e viverão felizes para sempre.

Em contrapartida, apesar da serenidade inicial de sua criação, a quantidade absurda de Magia do Caos utilizada pela Feiticeira para a manipulação da realidade [e o consequente “sumiço” de uma cidade] chamam a atenção da SWORD, uma agência de inteligência ultrassecreta. Dessa forma, uma missão governamental com o objetivo de pôr fim aos caprichos revoltos de Wanda e salvar os reféns tem início – e traz de volta à tela alguns personagens já conhecidos pelo público, como Darcy (Kat Dennings), de “Thor”, e Jimmy Woo (Randall Park), de “Homem Formiga”. Contudo, à medida que o apego de Maximoff àquela realidade aumenta, seus poderes se fortalecem e exterminam qualquer tentativa mortal de impedi-la. A partir de então, diversas possibilidades narrativas sobre a extensão das suas habilidades são criadas, abrindo brechas para o futuro da personagem nas próximas produções da Marvel Studios.

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Elizabeth Olsen as Wanda Maximoff and Paul Bettany as Vision in Marvel Studios' WANDAVISION exclusively on Disney+. Photo courtesy of Marvel Studios. ©Marvel Studios 2021. All Rights Reserved.
WandaVision/Disney+

Finalmente, a partir do momento que decide se distanciar da “fórmula Marvel” e explorar um formato diferente de tudo que o estúdio já produziu antes, “WandaVision” cria uma abordagem genuinamente única para o UCM e para a TV em geral, assumindo um protagonismo na reformulação da forma que histórias de heróis podem ser contadas e possibilitando uma gama maior de produções do gênero. Por conseguinte, além de sua entrega ao formato, a série torna-se um sucesso ao abordar temas fortes relacionados à tristeza, amor e família, o que humaniza os personagens e aproxima o público da história de luto e desespero [inicialmente disfarçada de uma sitcom ] ofertada pela Marvel Studios.

WandaVision, que revoluciona o mundo das minisséries VOD (Video on Demand), é imperdível, do início ao fim, e já está disponível no Disney+.

Nota: 4,5/5

Assista ao trailer:

Veja também: Crítica | O Último Jogo

About author
Estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense. 21 anos.
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