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Critica | Uncharted – Fora do Mapa é uma aventura simples e divertida

Não é de hoje que os fãs estão aguardando a adaptação cinematográfica e Uncharted, sendo desenvolvida há quase 9 anos, o filme que será baseado na franquia de jogos da Naughty Dog, exclusivos para Playstation finalmente chegará aos cinemas, dia 17 de fevereiro.

A trama acompanha Nathan Drake (Tom Holland) um jovem barman, que sonha em se reencontrar com seu irmão perdido. Quando abordado cm uma proposta do misterioso Victor “Sully” Sullivan (Mark Wahlberg) para se juntar a ele em uma jornada para encontrar um bilionário tesouro perdido, e, possivelmente o paradeiro de seu irmão. No caminho, Drake aprende a se tornar um aventureiro, ao mesmo tempo em que a dupla recém-formada é perseguida por um empresário ganancioso (Antonio Banderas) que almeja encontrar o mesmo tesouro.

Quando Uncharted – Fora do Mapa foi finalmente confirmado, um pé atrás cercou os fãs da franquia, principalmente por conta da escalação de seus atores principais. Uma curiosidade que devemos trazer, é que o ator Mark Wahlberg era o principal nome cotado para dar vida a Nathan Drake nos estágios iniciais da produção. Contudo, conforme os anos se passaram e diversas mudanças aconteceram dentro da adaptação do game, Tom Holland ficou no papel do protagonista, enquanto Wahlberg será o grande companheiro de aventuras de Nathan.

Uncharted – Fora do Mapa | Sony Pictures

Esse pé atrás, na minha concepção foi boa para a experiência do filme, afinal como um fã da franquia, nada que eu via do material promocional do filme me agradava. E assistindo o filme minha preocupação se mostrou verdadeira, a atuação de Holland realmente é um pouco mais da mesma. Ou seja, vemos sim muito de seu Peter Parker em seu Nathan Drake. Contudo, isso fica para trás conforme o enredo avança.

Tom vai criando camadas em seu personagem, e não podemos que a carisma do ator te conquista. Juntando isso com a inegável química com o Sully de Mark Wahlberg, os astros conseguem criar uma dinâmica de mentor/aprendiz que funciona extremamente bem para a proposta do filme.

Sendo assim, posso dizer que o filme trabalha muito bem seu enredo para fazer o espectador também participe da história. Juntando a dupla principal com Chloe (Sophia Taylor Ali), o trio trabalha para encontrar o tesouro que tem ligação com a navegação do português Fernão de Magalhães no século XV . Atrás de uma série de pistas e objetos diferentes, o enredo guia os protagonistas que se atrapalham e cometem erros e acertos. O humor também agrada bastante, utilizando a constante desconfiança entre os três e até mesmo entre o núcleo dos vilões, entregando uma imprevisível jornada, que remete muito a “vibe” dos jogos de Uncharted.

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Critica | Uncharted - Fora do Mapa é uma aventura simples e divertida
Uncharted – Fora do Mapa | Sony Pictures

O longa tinha uma difícil tarefa, adaptar para o cinema, um jogo que já é muito cinematográfico. Dessa forma, o roteiro assinado por Rafe Judkins, Art Marcum e Matt Holloway mescla elementos de todos os quatro jogos protagonizados por Nathan lançados, e constrói uma nova história. Com a narrativa cheia de perseguições, mistérios, lutas, parkour e conflitos, assim como no jogo.

A direção de Ruben Fleischer (Zumbilandia) é uma das melhores coisas do longa, com cenas de ação são repletas de momentos inspirados em seu material original, porém ainda trazendo elementos próprios que agradam o espectador, e tiram o folego.

As falhas do filme são bem claras, a motivação da vilã vivida por Tati Gabrielle é zero, parece que realmente só está dentro do filme para causar algum conflito e atrapalhar os heróis de avançarem na trama. Sem falar do enredo de Sam(Rudy Pankow), irmão de Nathan, que mesmo que seja a principal motivação do personagem principal, serve mais para o futuro da franquia do que qualquer outra coisa.

Mesclando ação e humor na medida certa, Uncharted – Fora do Mapa é uma aventura leve e muita divertida, mesmo que não seja perfeita, me agradou muito, talvez ir com baixa expectativa tenha sido um acerto. De fato, o longa segue a fórmula de filmes de caça ao tesouro, lembrando bastante A Lenda do Tesouro Perdido. Mesmo não trazendo inovação, a interação dos protagonistas é o chamariz para a diversão. Eu poderia ver muito mais de Nathan e Sully nos cinemas.

P.S.: Quando o Nathan pega seu famoso coldre de ombro não teve como não se arrepiar.

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NOTA: 4/5

Assista ao trailer:

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Nascido no inverno de 1993, lufano e amante de cultura pop!
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