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Crítica | Um Amor, Mil Casamentos

Partindo da ideia de que uma festa de casamento pode acabar de muitas maneiras, Um  Amor, Mil Casamentos é a nova aposta da Netflix, uma comédia romântica cheia de reviravoltas e um tanto quanto tragicômica.

Um Amor, Mil Casamentos é uma das novidades do catálogo da Netflix no mês de abril, e se tornou uma das produções mais assistidas na última semana, estando no Top 4 da plataforma no Brasil. Dirigida e escrita por Dean Craig, o romance apresenta uma história um tanto quanto conhecida.

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O romance é um remake do filme francês Plan de Table (2012), e conta a história de Jack (Sam Claflin) e Dina (Olivia Munn), que se conhecem durante uma viagem á Europa, onde ambos foram visitar a irmã de Jack, Hailey (Eleanor Tomlinson). Por um acaso do destino, os dois acabam não engatando um romance logo de cara.

Um Amor, Mil Casamentos | Netflix

Vemos um salto de três anos, e os dois se encontram como se o universo tivesse dado mais uma chance para o amor. O evento que juntou os dois novamente no mesmo lugar foi o casamento de Hailey, em Roma. Ainda apaixonado, Jack decide que irá fazer de tudo para conquistar Dina, porém, como um bom irmão da noiva, ele acaba tendo que assumir algumas responsabilidades, o que acaba impossibilitando a sua presença constante ao lado de sua pretendente.

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O acaso, bastante presente nessa história, acaba desenrolando uma série de fatores em que, ao mudar a disposição da mesa do jantar da cerimônia, as coisas começam a dar errado na vida do nosso protagonista. E quando tudo parece perdido, o tempo volta, mostrando todos os caminhos que a história poderia tomar de acordo com as disposições diferentes que a mesa poderia ter.

Um Amor, Mil Casamentos | Netflix

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Apesar da história em si chamar a atenção, somos quase que carregados por 1h40 de filme, que as vezes parecem uma eternidade. Algumas comédias românticas não funcionam e com certeza essa é uma delas. Vemos atores que atuaram maravilhosamente bem em outros papéis, e que neste filme são nada mais que protagonistas mal desenvolvidos e com histórias rasas. Sam Claflin é um ótimo exemplo disso, causando um desconforto ao tentar trazer carisma para um personagem quase que vazio, mesmo sendo o protagonista. A falta de química entre o casal é tão séria que quando eles finalmente se beijam, não sentimos emoção nenhuma.

 Com piadas muitas vezes  sem graça e puxando pra um tom sexual desnecessário, Um Amor, Mil Casamentos pode se tornar um tanto quanto chato de assistir, mas a mensagem final pode até ser levada em consideração: não se pode deixar uma oportunidade passar.

Nota: 1/5

Assista ao trailer:

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21, Jornalista e amante do cinema.
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