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Crítica | Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo – É assim que se faz um filme sobre multiverso!

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é mais um filme da leva que promete explorar a teoria do multiverso de um ponto de vista comum mas com detalhes originais que transforma a obra em algo divertido e com uma mensagem a ser transmitida.

Sinopse: Em Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, acompanhamos uma imigrante chinesa (Michelle Yeoh) que parte rumo a uma aventura onde, sozinha, precisará salvar o mundo, explorando outros universos e outras vidas que poderia ter vivido. Contudo, as coisas se complicam quando ela fica presa nessa infinidade de possibilidades sem conseguir retornar para casa.

Crítica | Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo - É assim que se faz um filme sobre multiverso!
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo | Diamond Films

É quase impossível não comparar um filme a outro quando em um período recente temos o lançamento de diversas produções que decidem abordar a mesma temática como foco central de sua trama. Seria injusto comparar? Seria mais injusto ainda comprar um filme de baixo custo com um grande blockbuster? Ao eu ponto de vista a resposta é claramente um sonoro não (e nesse caso está realmente impossível fazer isso).

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo conseguiu a façanha de superar um grande blockbuster que há muito prometia e pouco entregou (e creio que vocês sabem sobre qual me refiro). De forma original, o longa dos Daniels representou da melhor maneira a teoria do multiverso se aproveitando apenas da premissa para trazer um filme original apesar de um tema, que quando retratado sempre vem da mesma maneira e com a mesma narrativa. O diferencial aqui é a forma como isso tudo é abordado: extrapolar os limites de sua adaptação do tema, se aproveitando das ideias básicas da teoria, mas também das formas mais absurdas e bizarras, se aproveitando das infinitas possibilidades, mesmo que sejam as mais ridículas possíveis. A vergonha alheia aqui é sem limites.

Crítica | Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo - É assim que se faz um filme sobre multiverso!
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo | Diamond Films

O filme tem um tom de comédia escrachada, que tira boas gargalhadas, predominante nos dois primeiros atos. Apesar da comédia, o drama não se perde e se mantém como um ótimo recurso para manter o espectador envolvido emocionalmente com os personagens. O roteiro dá conta de progredir em diversos gêneros como o drama, a comédia, o sci-fi, transformando tudo que aborda em ouro de maneira coerente e eficiente.

Mesmo com um mix de gêneros, as diversas mensagens que o filme apresenta ao espectador é captada de maneira simples quando se entende que Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo trata-se sobre família e autodescoberta. O longa tem uma pegada filosófica sobre o sentido da vida, se encaixando perfeitamente com a proposta de que num infinito multiverso podemos ser mais, ou também podemos ser menos. A ideia central transborda da tela tornando o filme uma experiência pessoal após o fim da sessão e rende bons papos cabeça.

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Além disso o filme aproveita sua temática familiar para abordar de forma sensível temas como sexualidade, ancestralidade e aceitação ao mesmo tempo que consegue dosar com a ciência da teoria multiversal fazendo uma construção de mundo única.

Crítica | Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo - É assim que se faz um filme sobre multiverso!
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo | Diamond Films

O grande destaque fica para as atuações de Michelle Yeoh, que faz aqui o grande papel de sua carreira, se provando como uma atriz versátil que cabe bem em qualquer papel que se propõe, e Ke Huy Quan que impõe sua presença em diversos momentos. Apesar desses destaques não há um que fique devendo nesse quesito, até mesmo as participações especiais mostram seu máximo potencial, como Jamie Lee Curtis que enche a tela no pouco que aparece.

O conjunto da obra da parte técnica é incrivelmente bem trabalho. O roteiro é bem elaborado, coeso em seus plots, a trilha sonora é um espetáculo que complementa bem as cenas, o trabalho de coreografias e dublês é esplêndido, e o figurino vem tão bizarro quanto as situações que Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo retrata. Sem dúvida alguma, o que mais chama atenção é a montagem do longa que é muito bem executada e tinha tudo para dar errado dada a complexidade do projeto.

Crítica | Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo - É assim que se faz um filme sobre multiverso!
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo | Diamond Films

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo é assertivo em sua mensagem, mas principalmente em se manter firme em seu propósito de fazer um filme sobre multiverso, sem deixar isso de lado para focar em tramas repetidas, sem importância, ou dar importância demais á tramas secundárias. O longa de Daniel Kwan e Daniel Scheinert é sincero em sua premissa e um dos grandes acertos de 2022 até o momento, se consagrando como um dos melhores e já entrando nos bolões prematuros da próxima temporada de premiações.

Nota: 5/5

Assista ao trailer:

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About author
25 anos. Editor-chefe do site, adm do perfil da CInerama no Instagram e editor da página no facebook. O louco da CCXP, nerd/geek, cinéfilo apaixonado por todos os gêneros, mas com carinho especial ao gênero de super-heróis e comédia. Fã absoluto do Adam Sandler, o rei de Hollywood!
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