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Crítica | Tempo – Mais uma obra inovadora de Shyamalan

M. Night Shyamalan está de volta às telonas com mais um filme bizarro e inovador, fruto de algo que poderia sair apenas de sua mente. Tempo nos brinda com uma ótima direção e sinceridade do cineasta em se manter fiel ao seu histórico.

Sinopse: Breve, o visionário cineasta M. Night Shyamalan revela um novo thriller misterioso e arrepiante sobre uma família em um feriado tropical que descobre que a praia isolada onde eles estão relaxando por algumas horas está de alguma forma os fazendo envelhecer rapidamente… reduzindo suas vidas inteiras em um único dia.

Crítica | Tempo - Mais uma obra inovadora e bizarra de Shyamalan
Tempo | Universal Pictures

Descrever “Tempo”, novo filme do diretor M. Night Shyamalan é muito simples e complicado ao mesmo tempo, vai muito do ponto de vista e do gosto pelas obras do cineasta. O diretor que gosta de apostar nas diversas reviravoltas em seus filmes, tem a incrível habilidade de trazer algo que parece ser simples, mas no fim se mostra bastante complexo, com finais que são de explodir mentes com grandes revelações e mudança de perspectiva da história, transformando suas obras em algo completamente novo do que vimos nos minutos anteriores; e com esse filme não foi nada diferente.

Dois dos pontos mais gritantes de “Tempo”, com certeza são o roteiro a direção sincera de Shyamalan. O diretor joga mais uma vez dentro da sua zona de segurança e mesmo assim ainda consegue explorar mais todo o seu potencial em uma direção sincera, se mantendo fiel ao seu material, isso também na sua função como roteirista, onde ele consegue passar dos seus limites de uma maneira positivíssima. Nota-se a grande dificuldade de produção do filme, em questão de roteiro, pela incrível capacidade de Shyamalan em fazer a história andar em uma locação tão restrita – uma pequena praia.

Bastidor de “Tempo” | Universal Pictures

Outro ponto que chama bastante atenção, está nas atuações do longa, que são exploradas ao máximo pelos atores que compõem o elenco. Gael García Bernal e Vicky Krieps conseguem extrair o máximo de uma relação em crise e o amor ainda existente, descoberto em meio ao caos que enfrentam. Rufus Sewell também manda muito bem enquanto ao seu personagem, responsável por boa parte dos plots do filme, trazendo novas dinâmicas para os enclausurados da ilha, fazendo a trama andar em direções que o espectador não têm a menor ideia de onde possam dar, e eis aqui um dos papeis mais difíceis de “Tempo”. Alex Wolf, que fez um grande trabalho em Hereditário, e Thomasin McKenzie, que brilhou em Jojo Rabitt, conseguem explorar as camadas de seus personagens e mais uma vez se destacam nesse novo trabalho.

Um dos pontos que pegam o lado negativo do longa está na grande capacidade que os personagens conseguem deduzir tudo com tamanha exatidão, como, por exemplo, no início onde os personagens conseguem deduzir os cálculos de como o tempo realmente passa ali naquele local. Além disso, também há um pequeno problema quanto há alguns momentos de seriedade e histeria que beiram ao cômico por conta dos excessos e poucas vezes por conta da falta de abordagem do lado psicológico de alguns personagens, como as crianças que estão crescendo de forma acelerada.

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Tempo | Universal Pictures

No fim, Tempo se mostra um ótimo suspense, bizarro e inovador, que prende a atenção do espectador e dá as respostas necessárias para a conclusão de sua trama (mesmo deixando uma ponta solta). Muito provavelmente será um filme polarizado de amor ou ódio, como diversas obras de Shyamalan, mas para aqueles que entendem a proposta do cineasta e conhecem seu histórico e sua visão, o longa será uma ótima experiência.

Nota: 4/5

Assista ao trailer:

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Editor-chefe do site. Cinéfilo apaixonado por todos os gêneros. 24 anos.
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