fbpx
CríticasCinema

Crítica | Ricos de Amor

A Netflix é expert em produzir comédias românticas e isso não é novidade pra ninguém, em maio ela trouxe a produção nacional Ricos de Amor para o seu catálogo, uma comédia romântica com abordagens curiosas e que não foge dos clichês que adoramos assistir.

Ricos de Amor conta a história de Teto ( Danilo Mesquita), filho de um rico empresário do ramo de tomates chamado Teodoro ( Ernani Moraes), mais conhecido como o “Rei do Tomate”. Teto, acostumado com farras e mulheres que ele consegue por ter o título de “Príncipe do Tomate”, vê a sua vida se transformar quando conhece Paula ( Giovanna Lancelloti), uma jovem residente de medicina que está totalmente focada nos estudos. Apaixonado, Teto decide esconder as suas raízes, fingindo ter uma origem humilde e, aproveitando a mentira, ele troca de lugar com o seu melhor amigo Igor ( Jaffar Bambirra), para tentar uma vaga na empresa de seu pai, sem a interferência de seu sobrenome.

A história se desenrola com a jornada do protagonista ao tentar demonstrar que consegue sim se passar por alguém humilde, mas que não tem conhecimento nenhum na área de marketing, pela qual ele concorre na empresa do pai, e que mal sabe usar uma impressora.

Ricos de Amor
Ricos de amor | Netflix

Apesar do começo do filme nos apresentar a ideia de mudança nos valores internos do protagonista,  essas questões são deixadas de lado na maior parte do filme, onde vemos o seu desenrolar como casal ao lado de Paula, e o seu envolvimento com outros personagens, dando a entender que ele só é um cara de bom coração, e que o dinheiro que ele tem não o tornava uma pessoa ruim.

O filme aborda assuntos como assédio no trabalho, nos fazendo acreditar que alguma medida sobre isso fosse tomada, porém, apresenta cenas com tom de comédia em cima do assunto, dando um final tosco para o assediador, sem nenhuma lição de moral.

Uma coisa que chama a atenção é o desenrolar da vida de Igor, melhor amigo do Teto e filho do caseiro da fazenda da família Teodoro , que sonhava em entrar numa faculdade do Rio de Janeiro, e acaba se passando pelo melhor amigo dentro da empresa e tendo um caso com a recrutadora Alana ( Fernanda Paes Leme), que aborda Igor (como Teto), e aproveita da boa vontade do rapaz do interior com interesse pelo seu dinheiro e fama de pegador, mas que no final acaba se apaixonando por ele mesmo sabendo que tudo não passava de uma mentira.

Advertisement
Ricos de Amor
Ricos de Amor | Netflix

Mesmo sendo uma comédia romântica e tendo alguns clichês, parece que a comédia toma conta da trama, tendo algumas tiradas em meio aos diálogos e contendo  atuações um tanto quanto toscas. O final é extremamente fraco baseado na história que poderia ter sido desenvolvida de uma maneira completamente diferente, não souberam aproveitar bem o carisma que o casal principal tinha, e não soube levar a história que foi apresentada nos primeiros 30 minutos de filme.

Ricos de Amor apesar de não ser uma obra prima, é uma comédia romântica boa, ela funciona bem ao lado da trilha sonora composta só por músicas do dj Alok, e por conter uma história que chama bastante a atenção do público jovem, lembrando até filmes como Hannah Montana – O filme. É  um filme que contem brasilidades, uma ótima opção pra assistir no fim da tarde com a família, o tom de comédia que acompanha a trama inteira deixa o filme leve e fácil de assistir, mesmo com pontos não tão bons.

Ricos de Amor está disponível no catálogo da Netflix.

Nota: 2,5/5

Assista ao trailer :

About author
22 anos, jornalista, amante do cinema e de musicais.
Articles
    Relacionados:
    NotíciasCinema

    Paramount Pictures adia estreia de Clifford por tempo indeterminado

    1 Mins read
    A decisão se deu por conta da nova onda de COVID-19 que atinge o planeta. Segundo informações do Deadline, a estreia do…
    CríticasCinema

    Crítica | Tempo - Mais uma obra inovadora de Shyamalan

    3 Mins read
    M. Night Shyamalan está de volta às telonas com mais um filme bizarro e inovador, fruto de algo que poderia sair apenas de sua mente. Tempo nos brinda com uma ótima direção e sinceridade do diretor em se manter fiel ao seu histórico.
    CríticasSéries

    Crítica | Loki

    4 Mins read
    Terceira produção da Marvel Studios para o streaming do Disney+, “Loki” dá novos ares à Fase 4 do MCU e apresenta, de forma oportuna, personagens e conceitos importantes para o futuro da franquia. Dirigida por Kate Herron (“Sex Education”), a série é um relato cativante e ousado sobre o Deus da Trapaça e assume uma identidade própria que torna o show um sucesso absoluto.