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Crítica | Doze é Demais (2022) – Remake inova nas problemáticas de enredo, mas veio cedo demais

Remake de um filme muito conhecido do público, o novo Doze é Demais, lançamento da plataforma Disney Plus até tenta inovar inserindo problemáticas de preconceito racial, novas configurações de família e novas formas de lidar com a educação de crianças e jovens, juntos em uma mesma casa. Mas, apesar do carisma inegável do novo elenco, o remake não tem o mesmo brilho e a mesma graça dos filmes antecessores e acaba se mostrando desnecessário.

A responsabilidade de fazer um remake de um filme tão querido pelo público era enorme. Apesar dos dois filmes da franquia Doze é Demais terem sido lançados há mais de 15 anos, o filme é tão conhecido e aclamado que até hoje gera vídeos em trends de antes e depois em aplicativos, com parte do elenco brincando de relembrar seus famosos papéis como integrantes da divertida família Baker.

Remake de um filme muito conhecido do público, o novo Doze é Demais,  lançamento da plataforma Disney Plus até tenta inovar  inserindo problemáticas de preconceito racial, novas configurações de família e novas formas de lidar com a educação de crianças e jovens, juntos em uma mesma casa. Mas, apesar do carisma inegável do novo elenco, o remake não tem o mesmo brilho e a mesma graça dos filmes antecessores e acaba se mostrando desnecessário.
Doze é Demais ( 2022) | Disney Plus

Como atualizar um filme considerado como preferido na lista de tanta gente sem gerar comparações? Sem desmerecer o esforço do elenco atual? A nova direção e o novo elenco até tentaram, mas em comparação com as produções antigas, o enredo e o desenvolvimento dos personagens ficou um pouco inferior e as problemáticas inseridas não são tão bem trabalhadas e tudo acaba se resolvendo de forma muito fácil, quase que desmerecendo a importância do assunto em si.

O ambiente familiar fica mais dinâmico pois nesta nova história a família Baker é uma somatória de filhos só do pai Paul Baker(Zack Braff), filhos só da mãe Zoey Baker(Gabrielle Union), filhos do casal, primo paterno, e ex esposa Kate ( Erika Christensen) e ex marido Dom Clayton (Timon Kyle Durrett) do casal principal. E apesar dessa somatória ser bastante construtiva, eles não conseguem definir muito bem o papel de cada um e são raras as cenas memoráveis e engraçadas entre os integrantes da família, marcas registradas da família Baker que fizeram tanto sucesso nos filmes de Doze é Demais (2003) e Doze é demais 2 (2005).

Remake de um filme muito conhecido do público, o novo Doze é Demais,  lançamento da plataforma Disney Plus até tenta inovar  inserindo problemáticas de preconceito racial, novas configurações de família e novas formas de lidar com a educação de crianças e jovens, juntos em uma mesma casa. Mas, apesar do carisma inegável do novo elenco, o remake não tem o mesmo brilho e a mesma graça dos filmes antecessores e acaba se mostrando desnecessário.
Doze é Demais (2022) | Disney Plus

Os atores que fazem os filhos dão um show de carisma e simpatia, mas até eles tem poucas chances de desenvolverem seus personagens. E chega a ser até injusto sempre ficar comparando os ” Doze é Demais” de antigamente com o remake, mas é difícil analisar individualmente porque certas situações se repetem: conflitos sobre quem tem que cuidar da casa enquanto o outro precisa cuidar do sustento da família, a questão do enriquecimento que promove uma maior comodidade para a família mas também traz apreensão entre os filhos e agora também a mãe por não se “encaixarem”. Situações parecidas, soluções parecidas, finais parecidos. Para que um remake, então?

O que a maioria das pessoas não sabe é que o livro ” Cheaper by the dozen” escrito pelos irmãos Ernestine Gilbreth e Frank B. Gilbreth Jr. e lançado no ano de 1948 já teve bem mais do que as três adaptações cinematográficas da Disney. Há uma adaptação em filme com o nome original do livro e nome brasileiro traduzido como O Papai Batuta, que foi lançado no ano de 1950. E há até adaptações da continuação do livro de Ernestine e Frank, com o nome original de Belles on Their Toes, título traduzido como A família do gênio, filme lançado em 1952. Ou seja: até os mais conhecidos filmes “Doze é Demais” são remakes de uma história já contada há mais de 70 anos.

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Remake de um filme muito conhecido do público, o novo Doze é Demais,  lançamento da plataforma Disney Plus até tenta inovar  inserindo problemáticas de preconceito racial, novas configurações de família e novas formas de lidar com a educação de crianças e jovens, juntos em uma mesma casa. Mas, apesar do carisma inegável do novo elenco, o remake não tem o mesmo brilho e a mesma graça dos filmes antecessores e acaba se mostrando desnecessário.
Doze é Demais (2022) | Disney Plus

Então qual foi o problema do mais recente remake de uma história tão reproduzida pelo cinema? O fato de ter sido feito cedo demais a ponto de não esquecermos completamente dos antigos filmes e a tendência em repetir a história sem se preocupar em cativar de forma única, posto que passou muito superficialmente pelos lugares e narrativas onde deveria ter investido. Esse erros, se não existissem, dariam um motivo para a nova história da família Baker ser valorizada como única e distinta da família que já conhecíamos.

Mas sejamos justos, se o público mais novo conhecer a história por esta nova família sem a referência dos filmes antigos, conseguirá se encantar. Talvez o que vicie o novo filme seja essa película de proteção que costumamos criar ao redor de nossos filmes preferidos a ponto de se tornarem intocáveis a qualquer reformulação ou remake. Isso só os novos telespectadores poderão dizer.

O remake de Doze é Demais já está disponível na plataforma de streaming Disney Plus.

Nota: 2/5

Assista ao trailer:
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Jornalista, advogada, cantora de videokê, dançarina de Calypso e agora: crítica de streaming.
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