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Crítica | Pânico na Floresta (2021)

Produção americana original da The H Collective, “Pânico na Floresta” retorna às telas de cinema em um reboot macabro que conjura elementos sangrentos do subgênero “slasher“. Dirigido por Mike P. Nelson, o sétimo filme da franquia revitaliza a narrativa original de Alan B. McElroy, enquanto oferece uma caçada mortal capaz de aterrorizar e envolver o espectador.

Dezoito anos após Alan B. McElroy apresentar ao mundo a história cruel da chacina canibal de “Wrong Turn” (2003), no original, o escritor retorna à liderança do projeto que o consagrou com uma trama inédita e ousada sobre o poder do medo e da fúria de um povo. Reinventando a mitologia macabra que definiu o âmago da saga, o longa mergulha na impiedade da floresta e investe em uma odisseia bizarra de maldade e morte.

Em “Pânico na Floresta” (2021), seis amigos – Jennifer (Charlotte Vega), Darius (Adain Bradley), Milla (Emma Dumont), Adam (Dylan Mctee), Luis (Adrian Favela) e Gary (Vardaan Arora) – partem em uma viagem para caminhar pela Trilha dos Apalaches, no estado de Virgínia. Apesar dos avisos para se manterem na trilha, os caminhantes se desviam do curso e cruzam para terras habitadas pela Fundação, uma comunidade oculta de habitantes das montanhas que, extremamente hostis a forasteiros, recorrem a meios mortais para proteger seu modo de vida. Finalmente cercados, o grupo deve lutar por sobrevivência e buscar uma saída do matadouro selvagem.

Pânico na Floresta / Saban Films

Pânico na Floresta” – que, desde o início, procura se livrar das amarras obsoletas de seus antecessores – opta pelo desenvolvimento de uma sequência fundamentalmente moderna de terror, em prol da construção de uma narrativa mais atraente e prática para o grande público. Dispensando o clássico dos fazendeiros canibais, o longa não se aproveita de grande parte do material original e caminha na direção de uma obra mais autônoma, conquistando o fôlego necessário para o reinício da franquia. Dessa forma, a partir do momento que prioriza uma abordagem mais ambiciosa e esboça um conto inteligente, o longa de Mike P. Nelson torna-se suficientemente marcante.

Logo, a produção lança mão das tradicionais armadilhas mortais para mergulhar o espectador em uma realidade grotesca e singular que reflete a dicotomia entre o passado e o presente – por meio de um duelo mortal entre o povo secular da montanha e os visitantes da cidade – e que se aproveita do banho de sangue do elenco para promover uma fascinante ode à insanidade. No entanto, apesar de edificar uma narrativa consistente e criativa, o longa da “The H Collective” falha em algumas das suas propostas e, por vezes, beira o genérico. Nesse sentido, é possível perceber personagens rasos e sequências irrelevantes que destoam do tom previamente apresentado.

Pânico na Floresta
Pânico na Floresta / Saban Films

Pânico na Floresta” (2021), finalmente, oferece uma revitalização oportuna à franquia de terror de Mike P. Nelson – que, capaz de revelar mecanismos narrativos surpreendentes e cenas teatrais de retaliação, se distancia dos originais e se define como uma versão moderna e eficiente do subgênero “slasher“. Consequentemente, cumprindo com as expectativas da saga e representando uma alegoria inteligente sobre a atual “divisão” dos povos, o filme entrega um thriller eficaz e, ainda que previsível, oferece emoções devastadoras.

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Pânico na Floresta será lançado em Video on Demand no dia 26 de fevereiro.

Nota: 3,5/5

Assista ao trailer:

Veja também: Crítica | Pai em Dobro

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Estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense. 22 anos.
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