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Crítica | Meu Pai

Anthony Hopkins e Olivia Colman  estrelam o filme “Meu Pai”, um drama sobre a velhice e a inversão de papéis entre pais e filhos.

Anthony Hopkins e Olívia Colman são grandes estrelas de Hollywood, os dois já mostraram o seu trabalho diversas vezes dando vida a personagens complexos e até mesmo populares. Em “Meu Pai”, os dois tentam trabalhar uma forma mais simples, visando somente passar a mensagem do filme.

Em “Meu Pai”, Anthony (Anthony Hopkins) tem 83 anos e mora sozinho  em um grande apartamento, recusando ajudas médicas e especializadas, ele tem somente a filha Anne (Olivia Colman) para confiar a sua saúde e seus bens materiais. Anne, indo visitar o seu pai depois que mais uma enfermeira desistiu de cuidar dele, informa que irá se mudar para Paris junto de um rapaz que está conhecendo, o que tornará impossível o contato todos os dias com o seu pai.

Meu Pai
Meu Pai | Florian Zeller

Anthony, que já é desconfiado por natureza – coisa que aumentou ainda mais por conta da avançada idade- passa a desconfiar de sua própria filha. Afinal, coisas estranhas começaram a acontecer na casa, e ele imagina se isso não seria um plano de sua filha para conseguir o tirar de casa.

Toda essa desconfiança é colocada a prova, principalmente quando um personagem já tem extrema desconfiança sobre tudo ao seu redor. Anthony, que já é um ator consagradíssimo e já esteve em diversos papéis icônicos, conseguiu mostrar de um jeito simples a dificuldade que o avanço da idade traz para as pessoas.

Apesar da premissa simples, o filme consegue mergulhar numa angustiante passagem de tempo e acontecimentos. Os diálogos são intensos-assim como a vida-, e funcionam super bem, consegue alcançar o que foi proposto, consegue passar o quão doloroso é o ato de envelhecer, adoecer e ser dependente.

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Meu Pai
Meu Pai | Florian Zeller

O diretor e roteirista francês Florian Zeller utilizou de várias técnicas cinematográficas para conseguir trazer a realidade para o cinema, lembrando mais uma vez que a simplicidade nesse longa é o que o torna especial.

Com um roteiro e técnicas tão simples, acredito que a história não teria um interesse tão grande do público se não fosse pelo seu elenco de peso. A meu ver, seria só mais uma história do cinema independente.

Por fim, o filme se torna poético, arrebatador e faz pensar. Não é atoa que o seu lugar no Oscar está muito bem ocupado.

“Meu Pai” ainda não tem data de estreia no Brasil.

Nota: 4,5/5

Assista ao trailer:

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22 anos, jornalista, amante do cinema e de musicais.
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