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Crítica | Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

Spider-Man: Miles Morales foi lançado no dia 12 de novembro para PlayStation 4 e PlayStation 5 como uma grata surpresa para os fãs do Homem-Aranha e de Miles, protagonista do jogo. O novo capítulo do universo do aracnídeo produzido pela Insomniac é extasiante e, por mais que seja curto, tem muitos méritos.

O standalone se inicia um ano após os eventos de Marvel’s Spider-Man. Miles e sua mãe, Rio, se mudaram para o Harlem e o jovem está aprendendo com Peter Parker a ser um novo Homem-Aranha. Depois de um prólogo frenético, Peter anuncia que irá viajar a trabalho com Mary Jane e precisará que Miles cuide da cidade sem seu auxílio enquanto isso.

O adolescente fica receoso, mas aos poucos aceita a responsabilidade de não estar mais sob a tutela do seu mentor. Felizmente, o rapaz conta com o apoio de seu colega Gank Lee e de Danika Hart, criadora do podcast Danikast. Também, para a sorte de Miles, há mais poderes à sua disposição: bioeletricidade (chamada de Venom) e camuflagem.

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Muito além das habilidades sobre-humanas, entretanto, Miles prova ser digno de ser um herói com sua inteligência, altruísmo e responsabilidade. Ao mesmo tempo, o personagem é extremamente carismático, o que facilita com que o público se identifique e não faça comparações desnecessárias com Peter. Miles não é um simples Homem-Aranha genérico, sendo a representação do Harlem. Mesmo assim, obviamente sua área não é restrita ao bairro e toda Manhattan está livre para explorar e fazer missões ou obter colecionáveis.

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A trama é interessante, embora tropece em alguns quesitos. Fica a sensação de que vários temas foram abordados de forma um tanto superficial. A causa disso não são os roteiristas, e sim a duração do jogo em si (entre 5 e 7 horas). Dá para perceber uma certa correria com a história, em parte porque este é um jogo menor e para poder manter a janela de lançamento junto com a chegada do PlayStation 5. Felizmente, há diversas atividades e missões secundárias que aumentam a vida útil do jogo, além do NG+ que desbloqueia um novo traje e habilidades. No total, cerca de vinte horas devem ser o suficiente para platinar o game.

Apesar da história curta, há grandes momentos (destaque para a vilã Tinkerer). Já Simon Krieger, dono da Roxxon, é um vilão genérico com pouco a mostrar, mas que cumpre seu papel como antagonista primário. Importante frisar que o enredo brilha em fazer o público entender os dilemas pessoais de Miles e a importância do novo Homem-Aranha para a sua comunidade. Algo que também merece destaque são as diversas referências tanto ao primeiro jogo quanto ao universo da Marvel, desde os capangas do Sr. Negativo até o Mjolnir. No geral, a história é boa e apresenta o início da carreira de Miles como herói de forma competente.

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales tem jogabilidade aperfeiçoada

Na jogabilidade, há muitos pontos positivos. Balançar-se por Nova York está ainda melhor, com novas acrobacias aéreas e movimentos únicos. A identidade de Miles está em vários pequenos detalhes, como nos trajes e finalizações, também. Seus poderes específicos (principalmente o Venom) são excepcionais e você vê que há uma diferença entre jogar com Miles ou com Peter, já que o Aranha original usa mais as teias.

Somam-se a isso os novos apetrechos como o dispositivo de gravidade, minas elétricas e até hologramas. O stealth ainda precisa melhorar, mas supera em muito o disponível no Spider-Man original e, aqui, podemos acabar com bases inteiras de inimigos silenciosamente.

Nos aspectos técnicos, há bem mais quantidade de partículas e inimigos em tela do que no jogo anterior. Os detalhes nos uniformes e efeitos são visíveis e jogar a 60 fps leva a experiência a outro nível. O ray-tracing funciona muito bem e traz uma diferença notável. Ver o reflexo do Homem-Aranha e das ruas de forma fidedigna nos prédios é um marco e tanto para os jogos do teioso e um excelente feito da Insomniac. E, para quem não se importa de jogar a 4k dinâmico, há o modo 60fps + RT, o que é impressionante e abre boas possibilidades para o futuro.

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A tradução para o Brasil é muito boa e segue o padrão de exclusivos da Sony, com localização completa e dublagem. Diferente do primeiro jogo, aqui não aparecem nova-iorquinos falando em inglês ao fundo, o que auxilia na imersão. Entretanto, a falta de tradução das alcunhas dos personagens continua (como Spider-Man, Tinkerer e outros). Outro ponto negativo é a mudança do dublador de J. Jonah Jameson, interpretado brilhantemente por Mauro Ramos em Marvel’s Spider-Man.

No geral, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales é muito divertido e conta uma boa história, embora esbarre em alguns clichês e tenha que acelerar o enredo pela duração do game. Para os fãs do herói, é um prato cheio. E, ah, temos uma cena pós-créditos!

Nota: 4/5

O console utilizado para avaliar o jogo foi um PlayStation 5.

Confira o trailer de lançamento abaixo:

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21 anos de muito amor às letras. Estudante de direito e gamer nas horas vagas.
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