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Crítica | Bela Vingança

Produção estadunidense original da Focus Features, “Bela Vingança” é um thriller inteligente sobre a questão do machismo e do assédio sexual na sociedade. Dirigido por Emerald Fennell, o longa é uma análise profunda do impacto desses abusos na vida das mulheres e entrega uma sátira sombria que impressiona o espectador, à medida que “faz justiça” com as próprias mãos.

Com previsão de estreia no Brasil para o dia 13 de maio de 2021, “Promising Young Woman“, no original, é um conto de comédia e suspense dirigido, escrito e co-produzido por Emerald Fennell. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original [e indicado em outras quatro categorias da premiação, incluindo Melhor Filme], o longa estrelado por Carey Mulligan (“As Sufragistas“) é um chamado por justiça que instiga um importante discurso sobre as pautas de gênero.

Em “Bela Vingança“, Cassie (Carey Mulligan) era uma jovem bastante talentosa e promissora, até que um misterioso evento destrói abruptamente o seu futuro e as suas relações. Traumatizada, nada em sua vida é o que parece ser: ela é perversamente inteligente e vive uma rotina secreta à noite, quando frequenta bares e se finge de bêbada, a fim de atacar os predadores sexuais que tentam abusar dela. No entanto, um encontro inesperado lhe dá uma nova chance de recuperar a sua antiga vida, à medida que ela mergulha em uma trilha de pistas que podem lhe ajudar a corrigir os erros do seu passado.

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Bela Vingança/Universal Pictures Brasil

Promising Young Woman“, que trilha a sua narrativa a partir de um primeiro encontro chocante entre Cassie e um abusador de bar, subverte as expectativas do grande público quanto aos famosos “thrillers de vingança”. No filme, o arco narrativo da personagem é uma crítica explícita ao machismo e ao assédio sexual na sociedade, e se apoia em uma atuação forte de Carey Mulligan [indicada ao Oscar de Melhor Atriz], que entrega uma performance sólida e humanizada de uma mulher cuja vida foi destruída pelas ações bárbaras de alguns homens. Nesse sentido, a partir do momento que induz uma conversa assertiva sobre o patriarcado, o longa torna-se extremamente eficiente e traz às telas uma visão visceral e poética do combate à cultura do estupro.

Além disso, enquanto equilibra uma vasta teia de personagens, valores e ideologias, a produção de Emerald Fennell se destaca ao reunir elementos característicos das comédias românticas com as nuances perturbadoras do suspense, de modo a garantir uma história tão real que chega a ser aterrorizante. Por conseguinte, ao mesmo tempo em que oferece um espelho para a sociedade, “Bela Vingança” condena e ironiza o privilégio masculino, por meio de uma paleta de cores chamativa com tons pastéis e florais que tornam a obra ainda mais atraente e expressiva. Com isso, à medida que desenvolve um relato feroz sobre a violência contra a mulher, o filme oferece uma experiência catártica para o público feminino e reitera que as situações vividas em tela por Cassie são realmente próximas à realidade.

Bela Vingança
Bela Vingança/Universal Pictures Brasil

Finalmente, “Promising Young Woman” abandona o seu disfarce inicial de “vingança fantasiosa” e cria uma narrativa inesperadamente profunda e necessária. Assumindo o protagonismo no discurso sobre as pautas de gênero, o filme alcança um clímax surpreendente e deixa os espectadores ávidos pela conclusão nada ortodoxa da sua trama. Capaz de iniciar um diálogo importante sobre o machismo e o abuso sexual na sociedade, a produção da estreante Emerald Fennell é sombriamente cômica e se torna, definitivamente, uma das melhores do ano.

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Bela Vingança tem estreia prevista para o dia 13 de maio.

Nota: 4,5/5

Assista ao trailer:

Veja também: Crítica | Invincible

About author
Estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense. 21 anos.
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